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À medida que a população envelhece, o número de pessoas com demência deve aumentar nas próximas décadas, com consequências em níveis societário e individual. Nesta revisão narrativa, fornecemos um resumo das evidências científicas sobre a prevenção da demência, com foco nas seguintes três estratégias: 1) Direcionar o corpo para proteger o cérebro, incluindo prevenção e tratamento da morbidade cardiovascular; 2) Intervenções compensatórias para contrabalançar o envelhecimento cerebral, incluindo educação e envolvimento ao longo da vida em atividades cognitivamente e socialmente estimulantes; e 3) Promoção da saúde ao longo da vida, como um estilo de vida fisicamente ativo, cessação do tabagismo e uma dieta saudável e balanceada. Em seguida, consideramos os mecanismos biológicos pelos quais essas estratégias podem agir, levando em conta as principais vias implicadas no desenvolvimento e progressão da demência: neurodegeneração, resiliência cerebral, dano vascular, neuroinflamação e estresse oxidativo. Com base nas evidências atuais e em linha com as tendências de declínio na incidência de demência em países de alta renda, concluímos que ações preventivas multidomínio atempadas são estratégias promissoras para reduzir a epidemia de demência em todo o mundo. Ainda há uma lacuna considerável entre a evidência epidemiológica e seus mecanismos biológicos subjacentes. Preencher essa lacuna será crucial para avançar na prevenção da demência em todo o mundo.
Grande et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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