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Pacientes com traqueostomia crônica frequentemente desenvolvem colonização traqueobrônquica com bacilos gram-negativos entéricos, especialmente Pseudomonas aeruginosa, mas os mecanismos patogênicos são em grande parte desconhecidos. Para investigar esse problema, medimos in-vitro a adesão bacteriana às células epiteliais das vias aéreas das superfícies traqueais de 15 pacientes com traqueostomia crônica e 18 controles saudáveis, não colonizados e sem traqueostomia. Os pacientes com traqueostomia apresentaram maior adesão de células traqueais (7,3 +/- 0,4 SE bactérias/célula) do que os controles (4,8 +/- 0,7 bactérias/célula; p = 0,008), mas os pacientes colonizados por espécies de Pseudomonas apresentaram ainda mais ligação (9,0 +/- 0,06 bactérias/célula) do que aqueles sem essa constatação (5,8 +/- 0,8 bactérias/célula; p = 0,008). As diferenças entre os pacientes na ligação de células das vias respiratórias inferiores a bactérias estavam amplamente relacionadas a uma avaliação multifatorial do estado nutricional do paciente, o índice nutricional prognóstico (r = 0,67, p = 0,005). Assim, o estado nutricional pode explicar em parte o problema comum de colonização traqueobrônquica por bactérias gram-negativas em pacientes com traqueostomia crônica.
Niederman et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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