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Para estudar a utilidade de um questionário de triagem para queixas no pescoço/membros superiores, 165 mulheres em trabalho industrial repetitivo ou em trabalho móvel e variado foram estudadas por meio do questionário e de um exame clínico físico detalhado. Um total de 94 sujeitos registraram queixas no questionário. Em 140 sujeitos, foram registrados achados no exame. A maioria dos sujeitos com achados no exame clínico dos ombros relatou queixas no questionário (sensibilidade 80%). Para as outras regiões anatômicas, a sensibilidade foi bastante baixa (42-65%). Para todas as regiões, a maioria dos sujeitos sem achados não relatou queixas (especificidade 77-97%). Um total de 75 sujeitos recebeu diagnósticos clínicos de acordo com um conjunto de critérios diagnósticos pré-determinados. A capacidade do questionário de identificar diagnósticos dos ombros foi maior (sensibilidade 92%) do que para as outras regiões (66-79%). Dentre os sujeitos que não se qualificaram para diagnóstico, a maioria (especificidade 71-81%) não relatou queixas no questionário. Concluímos que a abordagem do questionário oferece uma imagem bastante boa do estado do pescoço/membros superiores de uma população feminina trabalhadora. No entanto, uma visão clara da magnitude do problema é obtida somente por meio de um exame clínico detalhado, especialmente no que diz respeito ao pescoço, cotovelos e mãos, para os quais o questionário subestimou.
Ohlsson et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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