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Os ritmos diurnos influenciam a fisiologia cardiovascular, ou seja, a frequência cardíaca e a pressão arterial, e parecem também modular a incidência de eventos adversos cardíacos graves. As variações diurnas ocorrem também em nível molecular, incluindo mudanças na expressão gênica no coração e nos vasos sanguíneos. Além disso, a relação risco/benefício de algumas estratégias terapêuticas e a concentração de biomarcadores do sistema cardiovascular circulantes também podem variar ao longo do ciclo de luz/escuridão de 24 horas. A sincronia entre os ritmos diurnos externos e internos e a harmonia entre os ritmos moleculares dentro da célula são essenciais para a biologia normal dos órgãos. As variações diurnas na responsividade do sistema cardiovascular a estímulos ambientais são mediadas por uma interação complexa entre mecanismos extracelulares (ou seja, fatores neuro-humorais) e intracelulares (ou seja, genes específicos que são regulados de forma diferencial pela luz/escuridão). Os neuro-hormônios, que são particularmente relevantes para o sistema cardiovascular, como a melatonina, apresentam uma variação diurna e podem desempenhar um papel na sincronização dos relógios moleculares circadianos nos tecidos periféricos e no núcleo supraquiasmático. Além disso, evidências crescentes revelam que o ritmo da melatonina no sangue tem um papel crucial em várias funções cardiovasculares, incluindo as variações diárias na pressão arterial. A melatonina possui funções antioxidantes, anti-inflamatórias, cronobiológicas e, possivelmente, regulatórias epigenéticas. Este artigo revisa o conhecimento atual relacionado ao papel biológico da melatonina e seu ritmo circadiano na doença cardiovascular.
Domínguez‐Rodríguez et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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