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ANTECEDENTES Este estudo avaliou os fatores que influenciam a ocorrência precoce e tardia de LRA em pacientes severamente queimados e avaliou a relação entre o tempo de ocorrência de LRA e a mortalidade de pacientes com LRA. MATERIAL E MÉTODOS A função renal foi avaliada em 3 momentos: na admissão, no ponto crítico ou ponto médio da hospitalização, e no ponto final, considerando a morte ou a alta do centro. Os critérios de LRA foram: diminuição da DFG de menos de 60 ml/min na admissão, diminuição da DFG de mais de 75% em relação à linha de base e diminuição da diurese diária de menos de 500 ml/24 h. RESULTADOS Na admissão, 15,1% dos pacientes tinham DFG <60 ml/min. A LRA ocorreu em 38,5% dos casos. A ocorrência de LRA estava associada a: idade avançada (p<0,001), sexo feminino (p=0,017), sobrepeso e obesidade (p=0,055); extensão e profundidade das queimaduras, insuficiência respiratória, baixa concentração de proteínas (para todos p<0,001), baixa pressão arterial (p=0,014) e alta contagem de leucócitos (p=0,010). A LRA precoce foi detectada em 28% dos pacientes. A mortalidade foi de 100% com DFG inicial ≥60, 100% com DFG inicial <60 e deterioração precoce da função renal, 80% com DFG inicial <60 e piora tardia, e 60% com DFG inicial <60 e sem piora. A LRA tardia foi observada em 10% dos pacientes e a mortalidade nesse grupo foi de 79,2%. A mortalidade no grupo total com LRA foi de 88,0% versus 24,5%. CONCLUSÕES A ocorrência frequente de LRA, especialmente a precoce, piora o prognóstico de sobrevivência. A avaliação da função renal deve ser incluída nas escalas prognósticas para pacientes queimados.
Witkowski et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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