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FUNDAMENTAÇÃO: A vitimização na escola pode resultar em efeitos sociais, emocionais e psicológicos a longo prazo (Parker Sharp, 1995), particularmente para crianças com necessidades educativas especiais (Whitney et al., 1994). Crianças que gaguejam podem estar em risco de serem intimidadas devido às suas dificuldades de relacionamento com os colegas e de verbalização. OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo explorar a natureza, a frequência e as causas do bullying entre crianças que gaguejam, bem como os efeitos de curto e longo prazo de sua vitimização. AMOSTRA: A amostra consistiu em 276 respondentes da British Stammering Association, uma associação nacional para pessoas disfluentes. MÉTODO: Uma análise retrospectiva das experiências escolares relacionadas ao bullying e seus efeitos foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários postais. RESULTADOS: A maioria dos respondentes relatou ter vivenciado bullying na escola, e a probabilidade de ser intimidado estava relacionada às dificuldades relatadas na formação de amizades. Quase metade dos professores e familiares não estavam cientes desse bullying. A maioria relatou efeitos pessoais negativos imediatos desse bullying, e 46% relataram alguns efeitos a longo prazo. CONCLUSÃO: As análises de regressão logística sugeriram que a gravidade do bullying, juntamente com outros fatores, como dificuldade nas amizades, previam esses efeitos. COMENTÁRIO: Em resposta à alta incidência de bullying vivenciada por crianças que gaguejam, foi desenvolvido um pacote que visa criar um clima escolar mais empático, onde as diferenças são toleradas ao invés de atacadas.
Hugh‐Jones et al. (Ter,) estudaram essa questão.