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A proporção de mulheres que deixam o emprego remunerado quando têm filhos difere consideravelmente entre os países da União Europeia (UE), e a variação tem sido atribuída principalmente a fatores institucionais. Neste estudo, reavaliamos a explicação institucional, pois evidências favoráveis anteriores são ameaçadas por duas explicações alternativas em nível macro: a influência da necessidade econômica de trabalhar e a influência dos valores relativos aos papéis de gênero na sociedade. Nossa principal questão de pesquisa é se e em que medida essas explicações alternativas alteram o efeito das provisões públicas de assistência à infância sobre a oferta de trabalho das mães. Utilizando dados em painel de 13 países da UE, encontramos evidências a favor das explicações institucional e econômica. Em países com oferta mais generosa de assistência pública à infância e em países com menor nível de bem-estar econômico, o impacto do nascimento de filhos sobre a oferta de trabalho feminina é menos negativo do que em outros países. O bem-estar econômico parece suprimir, em vez de rivalizar com o efeito institucional. Valores mais igualitários de papéis de gênero em um país aumentam a oferta de trabalho das mães, embora esses valores não alterem o efeito institucional. Nossos resultados reforçam a importância de medidas com apoio público para aumentar a oferta de trabalho feminina.
Uunk et al. (Fri,) estudaram esta questão.
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