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Este estudo responde a três perguntas de pesquisa. Primeiro, qual proporção de idosos está vivenciando grandes dificuldades de enfrentamento após dois anos de luto? Segundo, quais fatores no início do luto distinguem aqueles com dificuldades dos demais? Terceiro, qual conjunto de fatores são os melhores preditores de dificuldades de enfrentamento aos dois anos? Das 138 pessoas que concluíram um estudo longitudinal de dois anos sobre o luto, constatou-se que vinte e cinco (18%) apresentavam dificuldades após dois anos, de acordo com uma escala que combinava estresse percebido, enfrentamento e depressão. Os indivíduos com pior enfrentamento não diferiram dos demais em relação a nenhuma das variáveis sociodemográficas, de saúde ou de apoio social. No entanto, aqueles com pior enfrentamento tinham menor autoestima e vivenciaram diversos sentimentos/comportamentos com maior intensidade/frequência no início do luto. A baixa autoestima, mesmo antes do luto, provavelmente é preditiva de dificuldades de enfrentamento dois anos após a morte de um cônjuge. Três semanas após a morte do cônjuge, os indivíduos com pior enfrentamento expressaram confusão e desejo de morrer com maior intensidade. Eles também tinham menor probabilidade de se orgulhar de como estavam lidando com a morte, choravam com mais frequência e não tentavam se manter tão ocupados nesse período inicial de luto.
Lund et al. (Thu,) estudaram essa questão.
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