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A discriminação entre o eu/não eu é um requisito fundamental da vida. Os peptídeos endógenos apresentados por moléculas do complexo principal de histocompatibilidade classe I (MHC I) representam a essência do eu para os linfócitos T CD8. Esses peptídeos MHC I (MIPs) são coletivamente referidos como o imunopeptidoma. Sob uma perspectiva de nível de sistemas, muito pouco se sabe sobre a origem, composição e plasticidade do imunopeptidoma. Aqui, mostramos que o imunopeptidoma, e portanto a natureza do eu imune, é plástico e moldado pela atividade metabólica celular. Usando uma abordagem quantitativa baseada em espectrometria de massa em alta capacidade, encontramos que alterar o metabolismo celular por meio da inibição do alvo do rapamicina nos mamíferos resulta em mudanças dinâmicas na paisagem de MIPs na superfície celular. Além disso, fornecemos evidências em nível de sistemas de que o imunopeptidoma projeta na superfície celular uma representação de redes bioquímicas e eventos metabólicos regulados em múltiplos níveis dentro da célula. Nossas descobertas abrem novas perspectivas na imunologia de sistemas e biologia preditiva. De fato, prever variações no imunopeptidoma em resposta a fatores intrínsecos e extrínsecos à célula pode ser relevante para o design racional de intervenções imunoterapêuticas.
Caron et al. (Ter,) estudaram essa questão.