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OBJETIVOS: A implementação de diretrizes de prática clínica (DPCs) e a tomada de decisão compartilhada são ambas defendidas na atenção primária. Alguns autores argumentam que as DPCs podem aumentar as decisões informadas por pacientes e médicos, enquanto outros alertam que uma implementação padronizada das DPCs pode prejudicar a participação dos pacientes na tomada de decisão. Nosso objetivo foi explorar a percepção de médicos de família rurais sobre a interação entre diretrizes de prática clínica e tomada de decisão compartilhada na prática médica. MÉTODOS: Um estudo qualitativo utilizando uma entrevista de grupo focado semi-estruturada: com 17 médicos de família e residentes, em uma cidade rural canadense. As entrevistas foram gravadas e transcritas verbatim. foi realizada uma análise de conteúdo temática e validada pelo método de comparação constante, verificação por membros e debriefing em grupo. RESULTADOS: Duas concepções distintas de como as diretrizes de prática clínica deveriam auxiliar na tomada de decisão emergiram. Por um lado, as diretrizes eram vistas como uma ajuda para os clínicos tomarem decisões em nome de seus pacientes sobre o melhor curso a seguir. Para intervenções com benefício incerto ou que acarretassem compromissos significativos para os pacientes, as diretrizes eram vistas como uma ferramenta que deveria informar a tomada de decisão entre médicos e pacientes, fornecendo detalhes sobre riscos, benefícios, custos e tratamentos alternativos. A pressão para aplicar as recomendações das diretrizes foi percebida como uma barreira potencial à participação do paciente na tomada de decisão. CONCLUSÃO: Em circunstâncias em que os médicos julgam a participação do paciente na tomada de decisão como importante, os médicos percebem uma tensão entre a necessidade de respeitar as preferências dos pacientes e a pressão para aplicar as diretrizes. As DPCs devem incluir informações que apoiem a tomada de decisão compartilhada, além de seu foco atual em influenciar padrões de prescrição, custos e resultados de saúde.
Boivin et al. (Ter,) estudaram essa questão.