Key points are not available for this paper at this time.
ANTECEDENTES: Este estudo buscou avaliar o grau de raiva e agressão experenciado por pacientes ambulatoriais psiquiátricos e determinar se a raiva é um estado emocional tão proeminente nesses pacientes quanto a depressão e a ansiedade. Também buscamos determinar quais transtornos do Eixo I e Eixo II estavam associados a taxas aumentadas de raiva subjetiva e comportamento agressivo. MÉTODO: 1300 indivíduos que se apresentaram a um consultório ambulatorial psiquiátrico passaram por entrevistas semiestruturadas para avaliar os transtornos do DSM-IV do Eixo I (N = 1300) e Eixo II (N = 687). Níveis de raiva subjetiva e agressão durante a semana anterior foram avaliados em cada paciente, e as razões de chances foram calculadas para cada transtorno. Uma análise de regressão múltipla foi realizada para determinar quais transtornos psiquiátricos contribuíam de forma independente para a presença de raiva subjetiva e comportamento agressivo. RESULTADOS: Aproximadamente metade de nossa amostra relatou estar atualmente experimentando níveis moderados a severos de raiva subjetiva, e cerca de um quarto demonstrou comportamento agressivo na semana anterior. Esse nível de raiva foi considerado comparável aos níveis de humor deprimido e ansiedade psicológica relatados por nossa amostra. O transtorno depressivo maior, o transtorno bipolar I, o transtorno explosivo intermitente e os transtornos de personalidade do grupo B contribuíram de forma independente para a presença de raiva e agressão. CONCLUSÃO: Raiva e agressão são proeminentes em pacientes ambulatoriais psiquiátricos a um grau que pode rivalizar com o da depressão e ansiedade; portanto, é importante que os clínicos rotineiramente realizem triagens para esses sintomas.
Posternak et al. (Qui,) estudaram essa questão.