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OBJETIVO: A quimiorradioterapia neoadjuvante é considerada uma abordagem padrão para o câncer retal T3-4 M0. Nessa situação, comparamos a radioterapia neoadjuvante associada a capecitabine com a radioterapia com dose intensificada associada a capecitabine e oxaliplatin. PACIENTES E MÉTODOS: Distribuímos aleatoriamente os pacientes para receber 5 semanas de tratamento com radioterapia 45 Gy/25 frações com capecitabine concomitante 800 mg/m(2) duas vezes ao dia 5 dias por semana (Cap 45) ou radioterapia 50 Gy/25 frações com capecitabine 800 mg/m(2) duas vezes ao dia 5 dias por semana e oxaliplatin 50 mg/m(2) uma vez por semana (Capox 50). O desfecho primário foi a esterilização completa do espécime cirúrgico (ypCR). RESULTADOS: Quinhentos e noventa e oito pacientes foram aleatoriamente designados para receber Cap 45 (n = 299) ou Capox 50 (n = 299). Ocorreu maior toxicidade pré-operatória de grau 3 a 4 no grupo Capox 50 (25 v 1%; P < .001). A cirurgia foi realizada em 98% dos pacientes em ambos os grupos. Não houve diferenças entre os grupos na taxa de cirurgia conservadora (75%) ou de óbitos pós-operatórios aos 60 dias (0,3%). A taxa de ypCR foi de 13,9% com Cap 45 e de 19,2% com Capox 50 (P = .09). Quando a ypCR foi combinada com yp poucas células residuais, a taxa foi respectivamente de 28,9% com Cap 45 e de 39,4% com Capox 50 (P = .008). A taxa de margens retais circunferenciais positivas (entre 0 e 2 mm) foi de 19,3% com Cap 45 e de 9,9% com Capox 50 (P = .02). CONCLUSÃO: O benefício de oxaliplatin não foi demonstrado e este fármaco não deve ser utilizado com irradiação concomitante. Cap 50 merece investigação para cânceres retais T3-4.
Gérard et al. (Tue,) estudaram essa questão.