Key points are not available for this paper at this time.
A dermatite atópica (DA) é um distúrbio inflamatório crônico da pele caracterizado por prurido intenso, lesões eczematosas e curso recorrente. Apresenta uma grande heterogeneidade clínica, enquanto os mecanismos patogenéticos subjacentes envolvem uma interação complexa entre uma barreira cutânea disfuncional, desregulação imunológica, disbiose do microbioma, fatores genéticos e ambientais. Todas essas interações estão moldando o panorama dos endótipos e fenótipos da DA. Na "era da epidemia de alergias", o papel da alergia alimentar (AA) na prevenção e manejo da DA é uma "era" recentemente explorada. Evidências crescentes apoiam que a DA predisponha à AA e não o contrário, enquanto alérgenos alimentares são presumidos como um dos gatilhos das exacerbações da DA. O manejo da DA deve se concentrar em cuidados com a pele combinados com tratamentos tópicos e/ou sistêmicos; no entanto, na presença de suspeita de alergia alimentar, uma avaliação completa de alergia deve ser realizada. Dietas de eliminação de alimentos em casos de alergia alimentar podem ter um efeito benéfico sobre a morbidade da DA; no entanto, dietas prolongadas e desnecessárias são altamente desaconselhadas, pois podem levar à perda de tolerância e potencialmente aumentar o risco de alergia alimentar mediada por IgE. Estratégias preventivas para DA com o uso de emolientes tópicos e agentes anti-inflamatórios, bem como a introdução precoce de alérgenos alimentares em lactentes de alto risco, parecem promissoras no manejo e prevenção da alergia alimentar em pacientes com DA. A revisão atual visa resumir dados sobre a complexa relação DA/AA e fornecer os desenvolvimentos mais recentes sobre se intervenções de alergia alimentar modificam o curso da DA e vice-versa.
Papapostolou et al. (qui,) estudaram esta questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: