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As partículas de desgaste de pneus (TWPs) representam um dos principais reservatórios antropogênicos de partículas que acabam no meio ambiente. Elas contêm uma grande variedade de produtos químicos, parte dos quais pode ser liberada no meio ambiente através da lixiviação, embora a influência da luz solar e outros fatores ambientais durante esse processo ainda esteja pouco clara. Este estudo de laboratório compara a lixiviação de compostos orgânicos de TWPs em água do mar no escuro e sob luz solar artificial para 1) piso de pneu moído a frio (CMTT), 2) borracha crumb 'virgem' (VCR) e 3) borracha crumb imersa no mar por ≥12 meses antes dos experimentos (WCR). Os lixiviados foram analisados para carbono orgânico dissolvido (DOC) e 19 produtos químicos derivados de pneus, benzotiazóis e fenilguandininas, bem como fenilenodiaminas por cromatografia líquida-espectrometria de massa de alta resolução. Para DOC e a maioria dos produtos químicos, as quantidades liberadas diminuíram na seguinte ordem CMTT > VCR > WCR e aumentaram quando a lixiviação ocorreu sob luz solar artificial. A luz solar também levou à formação de 23 processos de transformação relacionados à 1,3-difenilguandinina (DPG). Em contraste, a 4-hidroxidifenilamina (4-HDPA) e a N-(1,3-dimetilbutil)-N′-fenil-p-fenilenodiamina quinona (6-PPDQ) foram encontradas em menores quantidades após exposição à luz solar. Porém, os 19 produtos químicos quantificados responderam apenas por 6%–55% do DOC nos lixiviados; a maior parte do DOC, assim, permaneceu inexplicada. Este estudo destaca que a quantidade de produtos químicos lixiviados de partículas de pneus depende de sua história de envelhecimento e pode ser modulada por condições ambientais.
Foscari et al. (Qui,) estudaram esta questão.