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Nos últimos anos, houve um aumento notável na participação dos fundos soberanos (SWFs) nos mercados de capitais globais. Neste artigo, o autor se baseia em um conjunto de dados único das participações internacionais dos SWFs—um que remonta ao ano de 2002 e inclui participações individuais de SWFs em mais de 8.000 empresas em 58 países—para fornecer evidências do impacto dos SWFs nos valores corporativos e no desempenho operacional. Contrariamente às alegações de que os SWFs expropriariam investidores minoritários e perseguiriam agendas políticas, a principal constatação do estudo do autor é que a propriedade de SWFs está associada a mudanças positivas tanto nos valores de mercado corporativo quanto nos retornos operacionais. Em apoio a essas constatações, o autor também identifica três maneiras importantes pelas quais os SWFs trabalham para aumentar o desempenho e o valor das empresas nas quais investem: (1) como detentores de longo prazo que oferecem uma fonte estável de financiamento; (2) como representantes de grandes reservas de capital internacional em busca de oportunidades de diversificação global que provavelmente proporcionem às empresas uma fonte de capital acionário de baixo custo (bem como mais “paciente”); e (3) como investidores estratégicos politicamente bem conectados que permitem que suas empresas aproveitem conexões importantes ao acessar novos mercados de produtos.
Nuno Fernandes (Sáb,) estudou esta questão.