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ANTECEDENTES: O trabalho por turnos, que requer exposição à luz à noite, agora é considerado um provável carcinógeno. Para estudar os efeitos da luz em doenças crônicas como o câncer, são necessários métodos para medir a exposição à luz em grandes estudos observacionais. Nosso objetivo foi investigar a validade da exposição à luz auto-relatada. MÉTODOS: Desenvolvemos um questionário de luz semiquantitativo autoaplicado, o Questionário de Avaliação da Exposição à Luz de Harvard (H-LEA), e comparamos os escores fotópicos derivados deste questionário com medidas fotópicas e circadianas reais obtidas a partir de uma aplicação de medidor de luz de 7 dias na vida real entre 132 mulheres (85 trabalhadoras de turnos noturnos rotativos e 47 trabalhadoras diurnas) que participavam do Estudo de Saúde das Enfermeiras II. RESULTADOS: Após ajuste para idade, índice de massa corporal (IMC), dia de coleta e status de trabalho noturno, a correlação parcial geral de Spearman entre o auto-relato de exposição à luz e as medições reais de luz fotópica foi de 0,72 (P < 0,001; Kendall τ = 0,57) e 0,73 (P < 0,0001; Kendall τ = 0,58) ao correlacionar medições de luz circadiana. Houve apenas diferenças mínimas na precisão do auto-relato de exposição à luz e na medição fotópica ou "circadiana" de luz entre trabalhadoras diurnas (r = 0,77 e 0,78, respectivamente) e trabalhadoras de turnos noturnos rotativos (r = 0,68 e 0,69, respectivamente). CONCLUSÕES: Os resultados deste estudo fornecem evidências da validade de critério da exposição à luz auto-relatada usando o questionário H-LEA. IMPACTO: Este questionário é um método prático de avaliação da exposição à luz em estudos epidemiológicos em larga escala.
Bajaj et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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