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Realizamos um estudo quase-experimental para comparar a resposta ao antimoniato de meglumina em pacientes com leishmaniose cutânea localizada de duas áreas endêmicas do Brasil infectados por duas espécies de Leishmania. Sessenta e um estavam infectados por Leishmania (Viannia) braziliensis (grupo B) e 57 por L. (V.) guyanensis (grupo G). Todos tinham um diagnóstico parasitológico comprovado e foram tratados com 20 mg de antimoniato pentavalente (SbV)/kg/dia administrado intravenosamente ou intramuscularmente por 20 dias. Os principais desfechos foram diagnosticados usando critérios clínicos três meses após o tratamento e os pacientes foram acompanhados por seis meses. A análise por intenção de tratar mostrou uma taxa de falha maior no grupo G (risco relativo RR = 1,5, intervalo de confiança de 95% CI = 1,1-2,0, chi2 = 7,44, P = 0,006). A análise usando uma abordagem explicativa incluindo 52 pacientes do grupo B e 49 do grupo G, que foram tratados regularmente e acompanhados por seis meses, mostrou uma baixa taxa de cura (50,8% no grupo B e 26,3% no grupo G) com um maior risco de falha no último grupo (RR = 1,7, 95% CI = 1,2-2,5, chi2 = 8,56, P = 0,003). O efeito do agente etiológico permaneceu significativo após ajuste para idade, duração da doença e local e número de lesões que foram identificados como preditores de falha em um modelo de regressão logística. Concluímos que as espécies de Leishmania constituem um fator importante na previsão do desfecho da leishmaniose cutânea tratada com um antimoniato pentavalente.
Romero et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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