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FUNDAMENTAÇÃO: Poucos estudos avaliaram a qualidade de vida (QV) em pacientes com doenças gastrointestinais superiores, e há uma falta de medidas validadas para uso em gastroenterologia. MÉTODOS: A aplicabilidade e relevância de questionários auto-administrados, como o índice de Bem-Estar Geral Psicológico (PGWB) e os Sintomas Gastrointestinais referidos para endoscopia devido a suspeita de úlcera duodenal foram avaliados. RESULTADOS: No total, 1526 pacientes com suspeita de úlcera duodenal foram selecionados para inclusão em um estudo clínico. Com base no histórico médico e na endoscopia, 1424 pacientes que completaram o questionário antes da endoscopia foram classificados em cinco grupos diagnósticos: esofagite, úlcera gástrica, úlcera duodenal, endoscopia negativa e gastrite duodenite. Independentemente do diagnóstico, todos os grupos de pacientes relataram uma diminuição considerável em seu bem-estar geral (pontuação média, 85, comparada a 105 em populações saudáveis), sem diferenças significativas entre os grupos. Os resultados do GSRS, no entanto, mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos nas dimensões que descrevem dor abdominal, refluxo, indigestão e síndrome de diarreia. CONCLUSÕES: Os resultados do estudo mostraram que, independentemente das descobertas endoscópicas, pacientes que se queixam de sintomas gastrointestinais superiores têm um baixo grau de bem-estar geral. Os perfis de sintomas nos diferentes grupos diagnósticos variam consideravelmente.
Dimenäs et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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