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Tem-se comumente assumido que o cálcio, que normalmente exerce funções importantes como estabilizador de membrana, regulador metabólico e segundo mensageiro, também pode mediar a morte celular anóxica e tóxica (Schanne et al., 1979; Farber, 1981; Trump et al., 1981). Postula-se então que quando a membrana plasma se torna indevidamente permeável ao cálcio, a concentração livre citosólica (Ca2+) aumenta a níveis tóxicos. Aplicado ao cérebro, essa hipótese prevê que a perda da homeostase de cálcio celular subjaz à vulnerabilidade neuronal seletiva em isquemia, hipoglicemia e crises epilépticas (Siesjö, 1981; Meldrum, 1983; Raichle, 1983; para literatura adicional, veja Siesjö e Wieloch, 1985; Siesjö, 1988). Deve-se entender claramente que a isquemia, particularmente se densa, faz com que todas as células percam sua homeostase de cálcio. A hipótese prevê, portanto, que algumas células são mais vulneráveis do que outras porque possuem uma maior densidade de canais de cálcio em suas membranas plasmáticas. Presumivelmente, isso poderia levar a aumentos locais intoleráveis na concentração de cálcio. Em uma recente extensão da hipótese do cálcio, especulou-se que o aumento do ciclo de cálcio através de membranas danificadas por isquemia leva a um aumento sustentado em Ca2+ e sobrecarga lenta de cálcio nas mitocôndrias, causando assim a morte neuronal retardada (Deshpande et al., 1987; veja também Martins et al., 1988). Dux et al. (1987), induzindo isquemia transitória no gerbil, avaliaram recentemente a cinética de depósitos de cálcio mitocondrial em células gliais e em células piramidais do setor CA1 do hipocampo.
Siesjö et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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