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OBJETIVO: Investigar a prevalência de urticária com foco na urticária crônica (UC) em uma população geral da Alemanha. MÉTODOS: Uma pesquisa por questionário foi enviada a uma amostra representativa de 13.300 habitantes de Berlim, Alemanha, dos quais 4.093 responderam. Todos os entrevistados que relataram já ter tido urticária ou angioedema (n=767) foram entrevistados por telefone. Quaisquer entrevistados com sintomas recentes (nos últimos 3 anos) foram convidados para investigação pessoal, incluindo testes alérgicos; testes de desafio alimentar duplo-cegos, controlados por placebo; e avaliação da qualidade de vida (QOL). As taxas de prevalência relatadas foram ponderadas em relação à idade, gênero e escolaridade para que fossem representativas da população total de Berlim. RESULTADOS: A taxa de prevalência ao longo da vida de urticária foi de 8,8% (IC 95% 7,9-9,7%) para todos os tipos de urticária. A prevalência ao longo da vida da UC foi de 1,8% (IC 95% 1,4-2,3%) e a prevalência nos 12 meses anteriores à avaliação foi de 0,8% (IC 95% 0,6-1,1%), sendo 70,3% do sexo feminino. A QOL foi consideravelmente reduzida para pessoas com UC. Ao contrário de outras doenças alérgicas, não houve aumento do risco associado a uma educação ou status social mais elevados. Testes de picadas encontraram sensibilização de ≥ 1 para alérgenos do tipo 1 em 39,1% dos pacientes. Esses casos estavam relacionados a comorbidades, como rinite alérgica ou síndrome de alergia oral, mas nunca foram a causa subjacente da UC, como comprovado por testes de provocação duplo-cegos, controlados por placebo. CONCLUSÃO: A urticária é uma doença comum com efeitos marcantes na QOL. A prevalência ao longo da vida de 8,8% para urticária deve ser considerada como um limite inferior, pois é baseada em cálculos conservadores da taxa de prevalência, e a subnotificação de doenças anteriores pode ser esperada em um estudo baseado em questionário.
Zuberbier et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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