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FUNDAMENTOS: De acordo com os critérios de Avaliação de Resposta em Neurooncologia (RANO), o aumento significativo de sinal não realçado em imagens ponderadas por T2 qualifica-se como progressão em glioma de alto grau (T2-progress), mesmo que não haja alteração na porção do tumor que realça com contraste. O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a frequência de T2-progress isolado e seu valor preditivo sobre a subsequente T1-progress, conforme determinado por um aumento de sinal T2 de 15% ou 25%, respectivamente. A frequência de T2-progress foi correlacionada com terapia antiangiogênica. PACIENTES E MÉTODOS: Exames de seguimento por RM (n = 777) de 144 pacientes com glioblastoma comprovado histologicamente foram avaliados para imagens ponderadas por T1 e T2 com contraste. Os exames foram classificados como T1-progress, T2-progress com aumento de sinal T2 de 15% ou 25%, doença estável ou resposta parcial ou completa. RESULTADOS: Trinta e cinco exames revelaram exclusivo T2-progress usando o critério de 15%, e apenas 2 exames qualificaram-se para o critério de 25%; 61,8% das varreduras apresentando T2-progress e 31,5% das varreduras apresentando doença estável revelaram T1-progress no próximo exame de seguimento. O teste χ(2) mostrou uma correlação altamente significativa (P < 0,001) entre T2-progress, com o critério de 15% e subsequente T1-progress. Nenhuma correlação entre terapia antiangiogênica e T2-progress foi demonstrada. CONCLUSÃO: A progressão tumoral, conforme determinada por ambas as sequências T1 e T2 com contraste, é diagnosticada com mais frequência do que quando se considera apenas as sequências T1 com contraste. A definição de T2-progress pelo critério de aumento de 15% do sinal T2 é superior ao critério de 25%. A falta de correlação entre T2-progress e terapia antiangiogênica apoia a hipótese de T2-progress como parte do curso natural da doença tumoral.
Radbruch et al. (Terça,) estudaram essa questão.
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