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Resumo Diplomatas e acadêmicos brasileiros há muito consideram a liderança regional como uma plataforma para reconhecimento global. No entanto, a política externa do Brasil não traduziu os recursos estruturais e instrumentais do país em uma liderança regional eficaz. Os potenciais seguidores do Brasil não se alinharam aos seus principais objetivos, como uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e a Direção-Geral da Organização Mundial do Comércio; alguns até desafiaram sua influência regional. No entanto, o Brasil foi reconhecido como uma potência global emergente. Este artigo analisa o crescente desajuste entre o desempenho regional e global da política externa brasileira e mostra como tanto as expectativas teóricas quanto o planejamento político foram “felizmente frustrados” por desenvolvimentos imprevistos. Argumenta que, devido a rivalidades de poder regional e uma relativa escassez de recursos, o Brasil provavelmente se consolidará como uma potência global intermediária antes de ganhar aceitação como líder em sua região.
Andrés Malamud (Sáb,) estudou essa questão.
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