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Este artigo tem como objetivo destacar os principais argumentos que buscaram justificar a incorporação e legitimação da Regeneração Urbana na agenda de política urbana no Brasil. Mostra como a convergência entre diferentes e até mesmo conflitantes propostas relacionadas ao desenvolvimento urbano forneceu suporte ideológico à construção de discursos nos quais a regeneração urbana é retratada como benéfica para a sociedade como um todo, e como ideias internacionais recentes sobre desenvolvimento urbano foram incorporadas nas políticas urbanas do Brasil contemporâneo, considerando nosso ambiente socioeconômico e político local, tradição de planejamento e marcos regulatórios. O foco será no Rio de Janeiro e particularmente em São Paulo, dado o papel fundamental que essas duas cidades desempenham na definição de paradigmas de política urbana, orientando agendas governamentais e exportando modelos regulatórios para outras partes do Brasil.
Martins et al. (Quarta,) estudaram esta questão.