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Desde o momento em que Max Hamilton iniciou sua formação psiquiátrica, ele considerou a psicometria uma disciplina científica par com a bioquímica ou farmacologia na pesquisa clínica. Suas habilidades clinimétricas já estavam em operação na década de 1950, quando ensaios clínicos randomizados foram estabelecidos como o método para a avaliação dos efeitos clínicos de medicamentos psicotrópicos. Inspirado por Eysenck, Hamilton optou pelo caminho mais longo da análise fatorial para qualificar suas escalas de ansiedade (HAM-A) e depressão (HAM-D) como ferramentas científicas. Desde o momento em que, há 50 anos, Hamilton publicou seu primeiro ensaio controlado por placebo com um medicamento antiansiedade experimental, ele percebeu o problema dialético de usar a pontuação total na HAM-A como uma estatística suficiente para a medição de desfechos. Esse problema dialético tem sido investigado por mais de 50 anos com diferentes tipos de análises fatoriais sem sucesso. Utilizando métodos psicométricos modernos, a solução para esse problema é uma questão simples de realocar os itens da escala Hamilton de acordo com a hipótese científica em exame. A intenção original de Hamilton, de medir o ônus global dos sintomas vivenciados pelos pacientes com transtornos afetivos, está de acordo com os sistemas de classificação DSM-IV e CID-10. A confiabilidade da escala e a obtenção de informações válidas de pacientes e seus parentes foram as inovações clinimétricas mais importantes desenvolvidas por Hamilton. Max Hamilton, portanto, pertence à muito exclusiva família de médicos eminentes celebrados por este jornal com uma homenagem.
Per Bech (2009) estudou esta questão.
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