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OBJETIVOS: O acesso não supervisionado a serviços médicos direto ao consumidor (DTC) se expandiu rapidamente para testes de triagem médica, que não foram avaliados criticamente quanto à sua base de evidências. O objetivo deste estudo é identificar o escopo dos testes de triagem DTC anunciados online, delinear as evidências para o uso dos testes DTC disponíveis e sugerir reformas regulatórias para abordar as questões relevantes. MÉTODOS: Um estudo observacional de anúncios de sites, serviços de testes e serviços de aconselhamento/seguimento para testes DTC foi conduzido. Dados foram coletados de sites entre 4 de abril e 1 de junho de 2011. Cada site foi avaliado quanto aos testes oferecidos, indicações anunciadas e disponibilidade de serviços de aconselhamento/seguimento. As indicações de teste anunciadas foram comparadas com as recomendações do US Preventive Services Task Force e/ou diretrizes de especialidade e categorizadas como Apoiado, Contra, Evidência Insuficiente ou Sem Orientação. RESULTADOS: Das 20 empresas identificadas como oferecendo testes de triagem DTC, 95% (19/20) não oferecem claramente aconselhamento pré-teste, aconselhamento pós-teste e/ou seguimento de testes. Cento e vinte e sete testes diferentes foram identificados. Apenas 19/127 (15%) puderam ser Apoidados para triagem em um grupo alvo selecionado para teste; 38/127 (30%) receberam recomendações para evitar o uso em grupos-alvo específicos selecionados para teste ('Contra recomendações'); 29/127 (23%) tinham Evidência Insuficiente de valor, e para 64/127 (50%) Não foi possível dar Orientação. Apenas 4/127 (3%) testes foram Apoidados para uso geral de triagem. CONCLUSÕES: Virtualmente todos os testes médicos identificados anunciados e oferecidos DTC não são recomendados para uso em triagem pelas diretrizes baseadas em evidências. A supervisão limitada pode levar a diagnósticos incorretos, tratamento e desperdício de recursos em saúde.
Lovett et al. (Sáb,) estudaram esta questão.