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OBJETIVO: Caracterizar a frequência e a gravidade de achados incidentais em ressonâncias magnéticas do cérebro de voluntários de pesquisa jovens e adultos mais velhos, e fornecer uma avaliação dos desafios éticos impostos pela detecção de tais achados. MÉTODOS: Os autores revisaram 151 exames de ressonância magnética de pesquisa obtidos retrospectivamente de sujeitos recrutados para estudos como voluntários saudáveis. Achados incidentais foram classificados em quatro categorias: sem encaminhamento, rotina, urgente ou encaminhamento imediato. Valores de p para significância foram calculados a partir de testes de contingência chi(2). RESULTADOS: Dos 151 estudos, os autores encontraram uma ocorrência geral de achados incidentais que exigiram encaminhamento de 6,6%. Por idade, havia mais achados na coorte mais velha (com idade >60 anos) do que na coorte mais jovem (p < 0,05) e em mais homens do que mulheres na coorte mais velha (p < 0,001). Três de quatro (75%) achados na coorte mais jovem foram classificados na categoria de encaminhamento urgente; 100% dos achados na coorte mais velha foram classificados como rotina (p < 0,05). CONCLUSÃO: A presença significativa, mas com características diferentes de achados incidentais em sujeitos jovens e mais velhos presumidamente saudáveis do ponto de vista neurológico, sugere que padrões de prática são necessários para guiar os investigadores na gestão e comunicação de suas descobertas.
Illes et al. (Terça,) estudaram essa questão.