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Neste artigo, argumento que não podemos mais nos dar ao luxo de ignorar os chamados ‘soft’ impactos da tecnologia, uma vez que esse tipo de impacto está se tornando cada vez mais proeminente em sociedades afluentes, onde as pessoas têm recursos suficientes para buscar a autorrealização e onde as tecnologias estão se tornando cada vez mais ‘intimas’ à medida que permeiam nosso mundo de vida. Esses impactos suaves vêm com seu próprio tipo de desafios normativos. O primeiro desafio é reconhecer a moldagem mútua da tecnologia e da moralidade, que faz com que os impactos suaves sejam fundamentalmente moralmente ambíguos. O segundo desafio é antecipar os impactos suaves, o que requer uma descrição rica e densa de nossas práticas atuais carregadas de moral à luz da plausível mudança tecnomoral provocada por tecnologias emergentes. O terceiro e último desafio é evitar tanto o relativismo quanto o fundacionalismo, optando por uma atitude aberta e de aprendizado em relação às maneiras como as novas e emergentes tecnologias colocam em questão nossas morais atuais.
Tsjalling Swierstra (Sat,) estudou esta questão.
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