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A segregação residencial trouxe desafios significativos para as cidades em todo o mundo e tem importantes implicações para a saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a segregação de renda nas 152 maiores cidades brasileiras no Projeto SALURBAL. Identificamos características socioeconômicas específicas relacionadas à segregação residencial por renda, utilizando o censo demográfico brasileiro de 2010 e calculamos o índice de dissimilaridade de renda (IDI) ao nível do setor censitário para cada cidade, comparando-o posteriormente com o índice de Gini e outras variáveis socioeconômicas locais. Avaliamos a robustez de nossos resultados usando uma correção bootstrap no IDI para examinar as consequências de usar diferentes limites de renda em desigualdades urbanas e regionais substanciais. Identificamos um limite de dois salários mínimos como o mais apropriado. Encontramos poucas evidências de viés ascendente no cálculo do IDI, independentemente do limite utilizado. Entre as dez cidades mais segregadas, nove estão na região Nordeste, com a maior desigualdade de renda e pobreza do Brasil. Nossos resultados indicam que o índice de Gini e a pobreza são as principais variáveis associadas à segregação residencial. Informações Suplementares: A versão online contém material suplementar disponível em 10.1007/s43545-022-00491-9.
Filho et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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