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Introdução: A mortalidade associada às infecções invasivas por estreptococos do grupo A (iGAS) continua alta entre adultos, com mortalidade menor em crianças. O valor agregado tanto da clindamicina quanto das imunoglobulinas nesse tratamento ainda é controverso, assim como a necessidade de profilaxia secundária com antibióticos. É improvável que estudos clínicos randomizados conclusivos possam encerrar definitivamente essas controvérsias. Materiais e Métodos: Uma revisão da literatura clínica e experimental foi realizada no Pubmed, Cochrane e literatura leiga para determinar o benefício da adição de clindamicina e imunoglobulinas a β-lactâmicos no manejo de iGAS, bem como a necessidade de medidas de profilaxia secundária em contatos próximos. Resultados: Esta revisão inclui duas meta-análises, dois ensaios clínicos randomizados, quatro estudos prospectivos, cinco estudos retrospectivos e estudos microbiológicos. Para reduzir a mortalidade e a morbidade, parece útil adicionar clindamicina a β-lactâmicos em apresentações clínicas graves, incluindo fásciite necrotizante ou síndrome do choque tóxico estreptocócico, e imunoglobulinas para essas duas últimas apresentações. O alto risco de infecção secundária em contatos domiciliares justifica a necessidade de tomar medidas preventivas. Conclusões: Tanto os estudos clínicos quanto as evidências experimentais disponíveis sugerem que a adição de clindamicina e imunoglobulinas como terapias adjuvantes no manejo de infecções invasivas por estreptococos do grupo A pode reduzir a mortalidade. Os contatos domiciliares devem ser alertados sobre o aumento do risco de infecção secundária, e a quimioprofilaxia pode ser considerada em certas situações.
Laho et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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