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O donepezil demonstrou ser bem tolerado e melhorar a cognição e a função global em pacientes com doença de Alzheimer (DA) leve a moderadamente severa. O estudo atual foi realizado para investigar mais a eficácia e a segurança do donepezil, em um ambiente multinacional, em pacientes com DA leve a moderadamente severa. Este estudo de 30 semanas, controlado por placebo e com grupos paralelos, consistiu em uma fase de tratamento de 24 semanas, duplo-cega, seguida por um período de descontinuação de placebo de 6 semanas, também cego. Oitocentos e dezoito pacientes com DA leve a moderadamente severa foram alocados aleatoriamente para tratamento com doses diárias únicas de 5 ou 10 mg de donepezil, ou placebo. As duas medidas primárias de eficácia foram: um teste de desempenho cognitivo, a Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer – subescala cognitiva (ADAS-cog) e uma avaliação global, a Impressão de Mudança Baseada em Entrevista do Clínico com input do cuidador (CIBIC plus). As medidas de resultado secundário incluíram a Soma das Caixas da Escala de Avaliação Clínica da Demência (CDR-SB), uma versão modificada da Entrevista para Deterioração em Atividades da Vida Diária na Demência (IDDD) e uma avaliação da qualidade de vida avaliada pelo paciente. Melhoras estatisticamente significativas na função cognitiva e global foram observadas, conforme avaliado pelo ADAS-cog e CIBIC plus, respectivamente, em ambos os grupos de donepezil de 5 e 10 mg/dia, em comparação com o placebo. Mudanças associadas ao tratamento também foram observadas em habilidades funcionais, como mostrado por pontuações melhoradas no CDR-SB e no componente de tarefas complexas do IDDD. Um efeito de dose-resposta foi evidente, com o grupo de donepezil de 10 mg/dia demonstrando maiores benefícios em todas as medidas de resultado do que o grupo de 5 mg/dia. O donepezil foi bem tolerado por esta população de pacientes e não produziu anomalias significativas em testes laboratoriais. Os resultados deste estudo confirmam que o donepezil é eficaz e bem tolerado no tratamento dos sintomas da DA leve a moderadamente severa.
Burns et al. (Sex,) estudaram esta questão.