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FUNDAMENTAÇÃO: Não está claro qual modelo de gestão de casos é mais provável de melhorar a qualidade de vida em pessoas com doenças mentais graves. OBJETIVOS: Utilizar dados de linha de base derivados do UK700 Case Management Trial para avaliar a importância relativa das variáveis clínicas, sociais e de necessidades não atendidas como preditores da qualidade de vida subjetiva em pacientes com doenças mentais graves. MÉTODO: Pacientes (n = 708) foram avaliados quanto à qualidade de vida (Lancashire Quality of Life Profile), necessidades (Camberwell Assessment of Need), psicopatologia e funcionamento social. Variáveis que eram passíveis de mudança por meio da gestão de casos foram investigadas como preditores da qualidade de vida. RESULTADOS: Variáveis sociais explicaram 7% da variância da qualidade de vida subjetiva, em comparação com 19% para variáveis clínicas e 20% para necessidades não atendidas. Os preditores mais fortes da qualidade de vida subjetiva foram necessidades básicas, sociais e de funcionamento não atendidas, depressão e sintomas psicóticos positivos. CONCLUSÕES: A qualidade de vida subjetiva em pacientes com doenças mentais graves é predita por variáveis clínicas e necessidades não atendidas. Os resultados identificam áreas prioritárias para a atenção dos gestores de casos que buscam melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
Fahy et al. (Mon,) estudaram essa questão.