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OBJETIVO: Este estudo comparou a capacidade de miopes e emetropes de detectar subjetivamente a presença de defocus retinal. MÉTODOS: Os sujeitos (12 miopes, 12 emetropes) foram cicloplégicos e visualizaram monocularmente um alvo bipartido através de uma lente de adição próxima apropriada via uma pupila artificial de 2 mm. Uma metade do alvo permaneceu fixa enquanto a outra metade foi alternativamente movida para frente ou para trás até que os sujeitos relatassem pela primeira vez uma diferença de clareza entre as duas metades do alvo. RESULTADOS: O limite médio de desfoque para os emetropes e miopes foi de +/-0,11 e +/-0,19 D, respectivamente (p = 0,0001). CONCLUSÕES: Esses resultados demonstram que os miopes são menos sensíveis à presença de desfoque e podem, pelo menos em parte, explicar por que relatórios anteriores demonstraram um maior atraso na acomodação nesse grupo refrativo. Além disso, o desfoque retinal hiperópico resultante do aumento do erro de acomodação pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento e progressão da miopia.
Rosenfield et al. (Sat,) estudaram esta questão.