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FUNDAMENTO: Evidências sugerem que muitas implementações de Registro Eletrônico de Saúde (EHR) em pequena e média escala enfrentam problemas, frequentemente decorrentes das dificuldades dos usuários em acomodar a nova tecnologia em suas práticas de trabalho. Existe a possibilidade de que esses desafios possam ser exacerbados no contexto de estratégias de implementação em maior escala e mais padronizadas que estão sendo perseguidas como parte de grandes iniciativas nacionais de modernização. Buscamos entender como o software EHR adquirido e entregue centralmente na Inglaterra foi integrado nas práticas de trabalho dos usuários em estabelecimentos de cuidados secundários e especializados selecionados. MÉTODOS: Realizamos uma investigação qualitativa longitudinal baseada em estudo de caso, utilizando a teoria sociotécnica em três locais selecionados intencionalmente que implementaram funcionalidades iniciais de um sistema EHR adquirido nacionalmente. O conjunto de dados completo compreendeu dados de entrevistas semi-estruturadas de um total de 66 participantes diferentes, 38,5 horas de observação não participante do uso do software no contexto, notas de campo de pesquisadores acompanhantes e documentos hospitalares (incluindo relatórios de iniciação de projetos e lições aprendidas). Os dados transcritos foram analisados tematicamente usando uma combinação de abordagens dedutivas e indutivas, e utilizando o software NVivo8 para facilitar a codificação. RESULTADOS: A implementação "de cima para baixo" liderada nacionalmente e o foco associado na interoperabilidade limitaram a oportunidade de personalizar o software para necessidades locais. A falta de usabilidade do sistema levou os usuários a empregar uma variedade de soluções alternativas não antecipadas pela gestão para compensar as deficiências percebidas do sistema. Isso teve uma série de efeitos em cadeia relacionados à natureza do trabalho colaborativo, padrões de comunicação, a pontualidade e disponibilidade de registros (incluindo papel) e a capacidade da gestão hospitalar de monitorar o desempenho organizacional. CONCLUSÕES: Este trabalho destacou a importância de abordar potenciais consequências indesejadas adversas das soluções alternativas associadas à introdução de EHRs. Isso pode ser alcançado com a personalização, que é inevitavelmente um tanto restrita no contexto das tentativas de implementar soluções nacionais. As tensões e potenciais compensações entre a obtenção de interoperabilidade em grande escala e os requisitos locais são propensas a ser objeto de debate contínuo na Inglaterra e além, com respostas fáceis em vista.
Cresswell et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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