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Sobreviventes de abuso na infância podem apresentar tanto agressão inversa quanto agressão externa manifestada em comportamento autolesivo (CAL) e atos violentos contra outros. A análise da literatura revela que as dinâmicas relacionais entre vítimas e seus agressores podem estar envolvidas nesses fenômenos. No entanto, a pesquisa sobre esse assunto tem sido escassa. Preenchendo essa lacuna, este estudo investigou a contribuição dos vínculos singulares entre vítimas e seus agressores, conhecidos como identificação com o agressor, para explicar a agressão dos sobreviventes. O estudo foi conduzido entre 306 alunos de graduação/universidade israelenses que relataram história de abuso na infância. Os resultados revelaram que níveis de adoção da experiência do agressor, identificação com a agressão do agressor e substituição da própria agência pela do agressor estavam significativamente associados à agressão inversa e externa dos sobreviventes. Além disso, o tipo de perfil – ou seja, ter altos versus baixos níveis de identificação com o agressor – foi implicado nos CALs dos participantes, impulsos para machucar outros e atos violentos contra outros, além dos efeitos de gênero e sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Os resultados presentes sugerem que a identificação com o agressor pode tornar os sobreviventes propensos à reencenação de dinâmicas abusivas passadas, o que, por sua vez, pode resultar em agressão contra si mesmos e contra os outros.
Lahav et al. (Mon,) estudaram essa questão.