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OBJETIVOS: A exposição à temperatura ambiente pode afetar os níveis de mortalidade por dias ou semanas após a exposição, tornando a modelagem desses efeitos na análise de regressão de dados de séries temporais diárias complexa. MÉTODOS: Propomos uma nova abordagem que envolve uma aproximação segmentada de múltiplos atrasos para contabilizar o efeito não linear da temperatura e o uso de duas bases de splines penalizadas diferentes para modelar o atraso distribuído tanto da exposição ao calor quanto ao frio. Comparado com splines padrão, a nova estrutura penalizada é mais flexível em atrasos curtos, onde a mudança nos coeficientes é maior, e a seleção do atraso máximo parece ser substancialmente menos importante na determinação do padrão geral do efeito. RESULTADOS: Ao aplicar a abordagem à mortalidade diária em Santiago (Chile) e Palermo (Itália), observamos um efeito do calor que foi principalmente imediato e seguido por estimativas negativas consistentes com o deslocamento da mortalidade de curto prazo (colheita). Os efeitos do frio foram principalmente sustentados positivamente e mais uniformemente distribuídos ao longo do período de análise de 60 dias: em Santiago, estimamos um aumento geral nas mortes de 2,36% (95% IC 0,26% a 4,51%) no grupo etário de 65 anos ou mais associado a cada 1 grau C de diminuição abaixo do limiar do frio, e um aumento de 1,11% (0,09% a 2,14%) por 1 grau C para Palermo. Os efeitos do calor para Palermo foram muito maiores do que para Santiago, e menos colheita de mortes por calor foi evidente. Os limiares de calor estimados foram mais altos em Palermo do que em Santiago. CONCLUSÕES: Nossa abordagem fornece um método flexível e preciso para quantificar os efeitos sobre a saúde tanto da exposição ao calor quanto ao frio em atrasos individuais e para modelar o padrão geral do efeito retardado.
Muggeo et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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