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FUNDAMENTOS: O objetivo principal foi utilizar dados rotineiros para comparar os intervalos de diagnóstico de câncer antes e depois da implementação das Diretrizes de Encaminhamento do NICE de 2005 para Câncer Suspeito. O objetivo secundário foi comparar a mudança nos intervalos de diagnóstico entre diferentes categorias de sintomas apresentados. MÉTODOS: Utilizando dados do Banco de Dados de Pesquisa de Prática Geral, analisamos pacientes com um dos 15 tipos de câncer diagnosticados entre 2001-2002 ou 2007-2008. Listas de sintomas presumidos para cada câncer foram classificadas em relação a se qualificavam ou não para encaminhamento urgente de acordo com as diretrizes do NICE. O intervalo de diagnóstico (duração desde o primeiro sintoma apresentado até a data do diagnóstico nos registros de atenção primária) foi comparado entre os dois grupos. RESULTADOS: No total, 37.588 pacientes tiveram um novo diagnóstico de câncer e, desses, 20.535 (54,6%) tinham um sintoma registrado no ano anterior ao diagnóstico e foram incluídos na análise. O intervalo de diagnóstico médio geral diminuiu em 5,4 dias (IC 95%: 2,4-8,5; P<0,001) entre 2001-2002 e 2007-2008. Houve evidências de reduções significativas para os seguintes cânceres: (média, intervalo de confiança de 95%) rim (20,4 dias, -0,5 a 41,5; P=0,05), cabeça e pescoço (21,2 dias, 0,2-41,6; P=0,04), bexiga (16,4 dias, 6,6-26,5; P≤0,001), colorretal (9,0 dias, 3,2-14,8; P=0,002), esofágico (13,1 dias, 3,0-24,1; P=0,006) e pancreático (12,6 dias, 0,2-24,6; P=0,04). Pacientes que apresentaram sintomas qualificáveis pelo NICE tiveram intervalos de diagnóstico mais curtos do que aqueles que não apresentaram (todos os cânceres em ambos os grupos). Para o grupo de 2007-2008, os cânceres com os intervalos de diagnóstico medianos mais curtos foram mama (26 dias) e testículo (44 dias); os mais altos foram mieloma (156 dias) e pulmão (112 dias). Os valores para os percentis 90 das distribuições permanecem muito altos para alguns cânceres. Testes de interação forneceram poucas evidências de diferenças na mudança dos intervalos médios de diagnóstico entre aqueles que apresentaram ou não sintomas especificamente citados na Diretriz do NICE como requerendo encaminhamento urgente. CONCLUSÃO: Sugerimos que a implementação das Diretrizes do NICE de 2005 pode ter contribuído para essa redução nos intervalos de diagnóstico entre 2001-2002 e 2007-2008. Ainda há considerável espaço para alcançar diagnósticos de câncer mais oportunos, com o objetivo final de melhorar os resultados do câncer.
Neal et al. (Ter,) investigaram essa questão.
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