Resumo Coronavírus e vírus da influenza A são patógenos respiratórios importantes com potencial pandêmico. Usando porcos como modelo translacional de grande animal, comparamos a virulência, patogênese e respostas imunes ao coronavírus respiratório suíno (PRCV) e ao vírus da influenza pandêmica H1N1 2009 (pH1N1). Aqui mostramos que o PRCV induz maior carga viral e prolongamento da excreção viral, ativação mais forte de células T sistêmicas e mucosas, expansão de células B de memória e mudanças distintas no microbioma nasal. Em contraste, o pH1N1 resulta em produção rápida de anticorpos neutralizantes, respostas robustas de células Tfh e células B do centro germinativo, e diversidade microbiana nasal inicial mais ampla. As respostas transcricionais à infecção por PRCV e pH1N1 começam com a ativação de genes estimulados por interferon compartilhados, mas depois divergem à medida que os caminhos envolvendo interações estromais-imunes e integridade vascular moldam a patologia pulmonar e as respostas imunes subsequentes. Esses achados demonstram diferenças fundamentais nas interações entre coronavírus e vírus da influenza com seus hospedeiros, estabelecendo os porcos como um poderoso modelo comparativo para o estudo da patogênese de vírus respiratórios e imunidade.
Sedaghat-Rostami et al. (Sat,) estudaram essa questão.