Contexto Em trabalhos anteriores, oito indicadores-chave de desempenho (KPIs) e um quadro de medição associado foram desenvolvidos para fornecer uma nova perspectiva sobre a qualidade da enfermagem. As histórias dos pacientes estão entre as quatro ferramentas utilizadas para gerar dados que evidenciam os KPIs. Para otimizar a coleta de dados, foi desenvolvido o aplicativo Implementando e Medindo a Centralidade na Pessoa usando um App para Transferência de Conhecimento (iMPAKT), que transpõe automaticamente as histórias, enquanto os enfermeiros as analisam manualmente para identificar quais KPIs estão presentes. Isso consome tempo e, com o surgimento da inteligência artificial (IA), há potencial para automatizá-lo. Objetivos Este estudo explorou o potencial da IA para capturar experiências de pacientes por meio de histórias aplicadas diretamente ao aplicativo iMPAKT. Métodos Este estudo qualitativo descritivo coletou dados de grupos focais com enfermeiros que possuem experiência em informática ou trabalham diretamente com pacientes, visando identificar critérios para um modelo de IA capaz de busca semântica e mineração de texto em colaboração com os usuários. Os dados dos grupos focais foram analisados utilizando análise temática reflexiva. Resultados Cinco temas e quatro princípios foram identificados. Os participantes enfatizaram a importância de permitir que todos os pacientes participem da coleta de dados, garantindo que a solução seja amigável ao usuário e considere as necessidades dos pacientes. Embora os participantes tenham expressado confiança na IA e um desejo por um alto nível de automação, ressaltaram a importância de manter uma abordagem com o ser humano no circuito, envolvendo tanto enfermeiros quanto pacientes. Considerações éticas, como anonimização de histórias e obtenção de consentimento informado, foram destacadas para proteger a segurança do paciente e fomentar um ambiente de trabalho psicologicamente seguro. Os participantes também discutiram o potencial da IA para identificar incidentes perturbadores nas histórias, reconhecendo as responsabilidades organizacionais envolvidas. Conclusões Os resultados demonstram uma clara intenção de desenvolver um sistema inclusivo, guiado por IA, que remova barreiras à participação do paciente e enfatize o potencial dos enfermeiros de contribuir para o desenvolvimento da IA. Responsabilidades éticas relacionadas à IA permanecem cruciais, pois oferece tanto oportunidades quanto desafios.
Schönfelder et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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