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O paciente com histórico de consumo atual de opioides que se apresenta em um cenário pós-operatório agudo representa um desafio para o manejo da dor. Dosagens e estratégias de tratamento padrão muitas vezes são ineficazes em proporcionar alívio da dor. Este estudo retrospectivo de caso-controle revisa 4 anos de experiência do Serviço de Dor Aguda (APS) em nossa instituição, cuidando de 202 pacientes com dor crônica e consumo de opioides (CPOC), que representavam 6,6% dos 3058 pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos urológicos, ginecológicos, ortopédicos e gerais. Controles pareados por idade, gênero, data e tipo de cirurgia e modalidade de alívio da dor pós-operatória foram encontrados para 180 (89%) desses pacientes. Os pacientes receberam analgesia controlada pelo paciente (PCA), ou analgesia epidural com opioides (EOA) com bolos de morfina sem conservantes ou bupivacaína (1:16% + 2 microgramas/ml de fentanil (B/F)). Os registros foram revisados para dados demográficos dos pacientes, diagnósticos, procedimentos cirúrgicos, uso de opioides pré-operatórios, dias de serviço, requerimento de analgésicos, pontuações de dor e incidência de efeitos colaterais moderados/severos. As características demográficas dos pacientes foram semelhantes entre os grupos CPOC e controle. Ao considerar somente a PCA, o uso médio em 24 horas nos controles foi de 42,8 (32,0) mg equivalentes de morfina (MS), diferindo significativamente do uso de 135,8 (68,5) mg MS equivalentes pelos pacientes CPOC (P = 0,0001). Estudos de caso de EOA e B/F mostraram resultados semelhantes. Sedação moderada foi vivenciada por 50% dos pacientes CPOC que receberam PCA. Diferenças no uso de opioides, efeitos colaterais, pontuações de dor, sedação e tratamento prescrito com ansiolíticos foram mostradas entre os pacientes CPOC e os controles pareados. (RESUMO CORTADO EM 250 PALAVRAS)
Rapp et al. (Mon,) estudaram essa questão.