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A gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) demonstrou beneficiar pacientes com carcinoma ressecável de cabeça e pescoço. Para determinar se pacientes com tumor existente ou alterações anátomo-patológicas pós-resecção do trato respiratório superior podem submeter-se a este procedimento com uma taxa de complicações aceitavelmente baixa, 349 pacientes com PEG tentada foram estudados. O procedimento de PEG foi bem-sucedido em 114 dos 122 pacientes com carcinoma, em comparação com 220 dos 227 pacientes em um grupo controle (pacientes com doença neurológica). As complicações intraoperatórias que impediram a colocação da PEG incluíram obstrução faríngea ou esofágica, inadequada transiluminação da parede abdominal e distresse respiratório, ocorrendo em 7% dos pacientes com carcinoma e 3% dos controles. A incidência de obstrução das vias aéreas durante a endoscopia foi igual entre os grupos (1%). As complicações pós-operatórias relacionadas ao tubo de gastrostomia foram mais frequentes no grupo sem câncer de cabeça e pescoço (14% contra 5%). Idade mais jovem, menos problemas médicos concomitantes e melhor estado nutricional podem explicar essa diferença. Esses achados sugerem que pacientes com câncer de cabeça e pescoço em estágios pré-operatório, pós-operatório e não ressecável são candidatos apropriados para a PEG, e o desempenho pós-gastrostomia parece ser superior ao de outras populações de pacientes.
Gibson et al. (Wed,) estudaram essa questão.