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A ocorrência de apoptosis in vivo foi investigada em seções de gânglios linfáticos obtidas de pessoas infectadas pelo HIV em diferentes estágios da doença. O grau de apoptosis em gânglios linfáticos de indivíduos infectados pelo HIV foi comparado com o observado em gânglios linfáticos obtidos de indivíduos HIV-negativos. A apoptosis foi facilmente detectada em gânglios linfáticos obtidos de ambas as pessoas HIV-negativas e HIV-positivas; no entanto, o grau de apoptosis em gânglios linfáticos obtidos de pessoas HIV-positivas foi de três a quatro vezes maior do que o observado nos gânglios linfáticos obtidos de pessoas HIV-negativas. Em contraste com os gânglios linfáticos HIV-negativos, nos quais a apoptosis estava restrita em grande parte aos centros germinativos, nos gânglios linfáticos HIV-positivos todos os compartimentos funcionais do gânglio linfático (ou seja, córtex, paracórtex e seios) estavam extensivamente envolvidos por esse fenômeno. Além disso, uma correlação significativa foi observada entre a intensidade da apoptosis e o grau de ativação do tecido linfóide associado à infecção pelo HIV. Em contraste, a intensidade da apoptosis não correlacionou nem com o estágio clínico da doença HIV nem com a carga viral no gânglio linfático. Finalmente, a apoptosis não esteve restrita apenas às células T CD4+; tanto as células B quanto as células T CD8+ apresentaram apoptosis. Juntas, esses resultados indicam que a maior intensidade do fenômeno apoptótico na infecção pelo HIV é causada pelo estado geral de ativação imune e é independente da progressão da doença HIV e dos níveis de carga viral.
Muro‐Cacho et al. (Mon,) estudaram esta questão.