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Neste artigo apresentamos os contornos de uma abordagem geográfica à mobilidade transfronteiriça, que neste artigo usamos sinônimo de migração internacional. A abordagem consiste em três partes constitutivas que discernimos na migração internacional: pessoas, fronteiras e trajetórias. As pessoas decidem atravessar fronteiras ou não. Ao fazer isso, podem ser internacionalmente móveis ou imoveis, dependendo do destino que consideram durante o processo de tomada de decisão. As pessoas seguem rotas específicas para se mover de um lugar ou região para outro, cruzando assim as fronteiras (nacionais) do estado. A abordagem foca em como as fronteiras atuam como barreiras para oportunidades de movimento. Também presta atenção especial à flexibilidade das rotas e lugares de destino e assentamento. Estes não são fixos, mas flexíveis, e a tomada de decisão dos migrantes contém aspectos de instabilidade, insegurança e volatilidade que afetam sua mobilidade.
Velde et al. (Ter,) estudaram esta questão.