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OBJETIVO: O risco de mortalidade em filhos de pais com transtornos psicóticos é um tópico sensível e importante, mas as evidências em que se baseiam os planos para serviços preventivos são limitadas. Os autores sintetizaram as evidências sobre o risco de mortalidade entre filhos de pais com transtornos psicóticos e examinaram possíveis modificadores de risco, como a idade dos filhos e o diagnóstico parental. MÉTODO: Foram pesquisadas bases de dados eletrônicas de referências e citações. Análises secundárias foram realizadas para gerar estimativas de risco relativo e realizar cálculos de poder estatístico pós-hoc. Uma meta-análise da associação entre transtorno psicótico materno e morte fetal/nascido morto foi conduzida. RESULTADOS: A maioria dos estudos relevantes investigou a relação entre a exposição à esquizofrenia materna e os desfechos de mortalidade perinatal ou infantil, mas não eram verdadeiramente baseados na população e careciam de poder adequado. Estudos publicados desde 1960 geralmente indicaram um risco de mortalidade maior do que o esperado em filhos expostos. A meta-análise indicou um risco quase duas vezes maior de morte fetal/nascido morto entre filhos de mulheres com psicoses. Lacunas notáveis nas evidências existentes incluem desfechos além do primeiro ano de vida, mortalidade específica por causa e efeitos da exposição a condições parentais específicas além da esquizofrenia e da exposição a distúrbios paternos versus maternos. Os mecanismos etiológicos não são totalmente compreendidos. CONCLUSÕES: São necessários estudos populacionais em larga escala para entender o risco de mortalidade em filhos de pais com psicoses. Na ausência de evidências etiológicas, apenas medidas preventivas gerais podem ser adotadas. A prevenção da mortalidade dos filhos em idade precoce é mais provavelmente alcançada por meio da identificação e tratamento do transtorno materno e maior provisão de apoio a essas famílias vulneráveis.
Webb et al. (Qua,) estudaram essa questão.