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A ingestão de proteínas na dieta pode ser um determinante importante da taxa de declínio da função renal em pacientes com insuficiência renal crônica. Realizamos um estudo prospectivo e randomizado sobre a eficácia da restrição de proteínas em desacelerar a taxa de progressão da deficiência renal. O estudo durou 18 meses e incluiu 64 pacientes com concentrações de creatinina sérica variando de 350 a 1000 micromol por litro. Os pacientes foram aleatoriamente designados para seguir uma dieta regular ou uma dieta isocalórica com restrição de proteínas (0,4 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia). Os níveis de pressão arterial e o equilíbrio entre cálcio e fosfato foram similares nos dois grupos. A insuficiência renal em estágio terminal desenvolveu-se em 9 dos 33 pacientes (27 por cento) que seguiram a dieta regular durante o estudo, em comparação com 2 dos 31 pacientes (6 por cento) que seguiram a dieta com restrição de proteínas (P menor que 0,05). A taxa média (+/- SE) de filtração glomerular, medida pela depuração de 51Cr ligado ao EDTA, caiu de 0,25 +/- 0,03 para 0,10 +/- 0,05 ml por segundo (P menor que 0,01) no grupo da dieta regular, enquanto caiu de 0,23 +/- 0,04 para 0,20 +/- 0,05 ml por segundo (P não significativo) no grupo da dieta com restrição de proteínas. Concluímos que a restrição dietética de proteínas é eficaz em desacelerar a taxa de progressão da insuficiência renal crônica.
Ihle et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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