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O fator de crescimento transformador (TGF-β1) é uma citocina pleiotrópica, secretada por células imunes e não-hematopoiéticas. O TGF-β está envolvido em muitos processos críticos diferentes, como desenvolvimento embrionário, maturação e diferenciação celular, cicatrização de feridas e regulação imune. Ele mantém a homeostase imunológica agindo como um potente supressor imunológico por meio da inibição da proliferação, diferenciação, ativação e função efetora das células imunes. Paradoxalmente, dependendo do contexto, ele exibe propriedades pró-inflamatórias ao ser um potente quimiotático para neutrófilos e promover inflamação. Além disso, não apenas induz a diferenciação em células Treg anti-inflamatórias, mas também em células Th17 e Th9 pró-inflamatórias e inibe a diferenciação Th22. O TGF-β tem demonstrado estar envolvido em múltiplas patologias. Em infecções, protege contra danos colaterais causados pelo sistema imunológico, mas também promove a evasão imunológica e infecções crônicas. Em doenças autoimunes, uma disfunção do TGF-β leva à perda da tolerância a antígenos próprios. No câncer, o TGF-β é um potente inibidor da proliferação celular e atua como um supressor tumoral no início da tumorogênese. No entanto, uma vez que as células se tornam resistentes ao TGF-β, ele principalmente apoia o crescimento tumoral e metástase ao promover a evasão imunológica e angiogênese. Na asma, assume-se que promove a tolerância a alérgenos, mas desempenha um papel prejudicial na remodelação irreversível das vias aéreas. Apesar do alto número de vias direcionadas ao TGF-β, é um alvo promissor para tratamento de autoimunidade, câncer e fibrose, se a especificidade celular puder ser alcançada. Esta revisão resume os progressos que foram feitos na compreensão da sinalização do TGF-β na homeostase imunológica e seu papel na patogênese.
Mantel et al. (Sex, ) estudaram essa questão.