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FUNDO: No Brasil, tanto o Registro Civil (CR) quanto o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde são fontes de dados rotineiros sobre mortalidade, mas nenhum é 100% completo. Os óbitos dessas duas fontes podem ser vinculados para facilitar a estimativa da completude da notificação de mortalidade e a medição de indicadores de mortalidade ajustados usando modelagem linear generalizada (GLM). MÉTODOS: Os dados de 2015 e 2016 do CR e do SIM foram vinculados usando métodos determinísticos. GLM com as covariáveis sexo, idade, estado de residência, causa do óbito e local do óbito da pessoa falecida, e o decil de educação e o decil de densidade populacional a nível municipal, foram usados para estimar o total de óbitos e a completude nacionalmente, subnacionalmente e por subgrupo populacional, além de identificar as características dos óbitos não notificados. O método de completude empírica e as estimativas da Carga Global de Doenças (GBD) de 2017 foram comparadores a nível nacional e estadual. RESULTADOS: A completude foi de 98% para o SIM e 95% para o CR. A vasta maioria dos óbitos no Brasil foi capturada por pelo menos um dos sistemas e 94% foram reportados por ambas as fontes. Para cada fonte, a completude foi mais baixa no norte. A completude do SIM foi consistentemente alta em todos os subgrupos, enquanto a completude do CR foi mais baixa para óbitos em idades mais jovens, fora das instituições, e nos deciles mais baixos de educação e densidade populacional do município. Não houve uma relação clara a nível municipal entre a completude do SIM e do CR, sugerindo uma dependência mínima entre as fontes. O modelo 1 do método de completude empírica e as estimativas de completude da GBD foram, em média, menos de três pontos percentuais diferentes das estimativas de GLM a nível estadual. A expectativa de vida foi mais baixa no nordeste e 7,5 anos maior em mulheres do que em homens. CONCLUSÕES: O GLM usando covariáveis socioeconômicas e demográficas é uma ferramenta valiosa para estimar com precisão a completude a partir de fontes de dados vinculadas. A análise cuidadosa da qualidade das variáveis usadas para vincular óbitos, a identificação direcionada de óbitos não notificados em estados mais pobres do norte e uma coordenação mais próxima entre os dois sistemas ajudarão o Brasil a alcançar 100% de completude na notificação de óbitos. Os resultados também confirmam a validade do método de completude empírica.
Costa et al. (Sex,) estudaram essa questão.