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Resumo Apesar da muita atenção à "competição estratégica" entre os EUA e a China após a declaração da China como o "competidor estratégico" da América, os significados, origens, bem como diferentes funções analíticas e políticas do conceito continuam pouco compreendidos. Este artigo preenche essa lacuna ao conduzir um estudo conceitual da "competição estratégica" que rastreia o conceito e sua evolução ao longo do tempo. O artigo constata que nunca houve um significado singular ou universalmente aplicável de "competição estratégica". Quando o conceito apareceu pela primeira vez durante a era da détente, políticos e acadêmicos se referiam à realidade da necessidade de restringir a "competição estratégica" entre os EUA e a União Soviética e buscar relações cooperativas, como por meio de tratados de redução de armamentos. No final dos anos 1990, o rótulo "competidor estratégico" tornou-se central para os esforços políticos do governo Bush para justificar sua busca por poder militar, dissuasão e hegemonia americana. Desde a administração Trump no final dos anos 2010, "competição estratégica" tornou-se um objetivo a ser perseguido nas relações EUA-China, em vez de algo a ser gerido. Não reconhecer a evolução histórica do termo e suas muitas variações diferentes é analiticamente pobre e politicamente perigoso, e impede o desenvolvimento de um modus vivendi entre as duas grandes potências.
Stephanie Christine Winkler (Quarta,) estudou esta questão.