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FUNDAMENTAÇÃO: Embora estudos tenham mostrado taxas de mortalidade mais altas em pacientes com ordens de não ressuscitar (DNR), a maioria não considerou fatores de confusão relacionados ao uso das ordens DNR e/ou fatores relacionados ao risco de morte. OBJETIVO: Determinar a relação entre o uso de ordens DNR e a mortalidade hospitalar, ajustando para a gravidade da doença e outras covariáveis. DESENHO: Estudo de coorte retrospectivo. PACIENTES: Foram 13.337 admissões consecutivas por acidente vascular cerebral em 30 hospitais de 1991 a 1994. MEDIDAS: Para diminuir o viés de seleção, escores de propensão refletindo a probabilidade de uma ordem DNR foram desenvolvidos. Os escores foram baseados em nove variáveis demográficas e clínicas relacionadas de forma independente ao uso das ordens DNR. As chances de morte em pacientes com ordens DNR foram então determinadas usando regressão logística, com ajuste para escores de propensão, gravidade da doença e outros fatores. RESULTADOS: As ordens DNR foram utilizadas em 22% (n = 2.898) dos pacientes. Em análises que examinaram as ordens DNR escritas em qualquer momento durante a internação, as taxas de mortalidade hospitalar não ajustadas foram mais altas em pacientes com ordens DNR do que em pacientes sem ordens (40% vs. 2%, P<0,001); as chances ajustadas de morte foram 33,9 (IC 95%, 27,4-42,0). As chances ajustadas de morte permaneceram mais altas em análises que apenas consideraram ordens escritas durante os primeiros 2 dias (OR 3,7; IC 95%, 3,2-4,4) ou no primeiro dia (OR 2,4; IC 95%, 2,0-2,9). Em análises estratificadas, as chances ajustadas de morte tendiam a ser mais altas em pacientes com escores de propensão mais baixos. CONCLUSÃO: O risco de morte foi substancialmente maior em pacientes com ordens DNR após ajuste para escores de propensão e outras covariáveis. Embora o risco aumentado possa refletir as preferências dos pacientes por cuidados menos intensivos ou fatores prognósticos não medidos, os achados atuais ressaltam a necessidade de avaliações mais diretas da qualidade e adequação do cuidado de pacientes com ordens DNR.
Shepardson et al. (Sun,) estudaram essa questão.