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Este artigo demonstra que conceitos de emoção—incluindo os chamados básicos, como raiva ou tristeza—podem ser definidos em termos de primitivas semânticas universais como "bom", "ruim", "fazer", "acontecer", "saber" e "querer", a partir das quais todas as áreas de significado, em todas as línguas, podem ser rigorosamente e reveladoramente descritas. As definições propostas aqui tomam a forma de certos roteiros ou cenários prototípicos, formulados em termos de pensamentos, desejos e sentimentos. Esses roteiros, no entanto, podem ser vistos como fórmulas que fornecem especificações rigorosas de condições necessárias e suficientes (não para emoções como tal, mas para conceitos de emoção), e não apoiam a ideia de que as fronteiras entre conceitos de emoção são "fuzzy". Pelo contrário, o pequeno conjunto de primitivas semânticas universais empregadas aqui (que emergiu de duas décadas de investigações empíricas do autor e colegas) demonstra que até mesmo sinônimos aparentes como triste e infeliz incorporam estruturas conceituais diferentes—e plenamente especificáveis.
Anna Wierzbicka (Ter,) estudou essa questão.