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OBJETIVOS: A maioria das agências de saúde pública e sociedades científicas concorda que o teste do antígeno prostático específico (PSA) em homens assintomáticos não deve ser recomendado, devido ao seu potencial de dano. No entanto, o PSA ainda é amplamente utilizado como teste de triagem e não está sendo abandonado. Isso continua a ser uma questão significativa de saúde pública, e o envolvimento dos cidadãos é necessário. Este estudo foi projetado para produzir uma deliberação sobre o teste de triagem PSA por um júri de cidadãos. MÉTODOS: Quinze cidadãos foram selecionados e equilibrados por sexo, idade e educação. Eles receberam um livreto informativo e participaram de uma reunião de dois dias com especialistas para chegar a uma deliberação sobre a questão "O Serviço Nacional de Saúde deve desencorajar ou recomendar o PSA como teste de triagem individual para câncer de próstata em homens de 55 a 69 anos?". Um facilitador conduziu a discussão dos jurados. RESULTADOS: Todos, exceto três dos jurados, decidiram que o Serviço Nacional de Saúde deve desencorajar o uso do PSA como teste de triagem individual para câncer de próstata em homens de 55 a 69 anos. O júri ficou particularmente convencido pela incerteza dos resultados do teste, pela utilidade do teste e pela sua relação custo/benefício. Antes da reunião, 60% dos jurados teriam recomendado o teste a um parente, e todos os jurados do sexo masculino teriam feito o mesmo. Após a reunião, essas porcentagens caíram para 15% e 12%. CONCLUSÕES: Esta experiência confirma a viabilidade e efetividade de delegar a um grupo de cidadãos a responsabilidade de decidir sobre questões de saúde pública em nome da comunidade. As autoridades de saúde pública devem investir em campanhas de informação voltadas ao público e em iniciativas educativas para médicos. Isso também proporcionou uma oportunidade para disseminar informações sobre triagem, sobrediagnóstico e sobreatendimento.
Mosconi et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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